Gisela Volá - Visões coletivas da América Latina Uma jornada de dentro e de fora.
- I Simpósio Latino-Americano de Fotografia Rio
- 19 de jul. de 2020
- 2 min de leitura
Gisela Volá é fotógrafa, professora e integrante da Sub, uma cooperativa de fotógrafos criada em 2004. Seu trabalho aborda ensaios fotográficos com eixos sociais contemporâneos, sob uma perspectiva íntima que retrata histórias de vida com perspectiva de gênero. Participou de mais de 30 exposições individuais e coletivas em todo o mundo, além de inúmeros festivais, colóquios e reuniões de fotografia durante a última década. Obteve o 1º Prêmio da Bienal de Arte de Cuenca (2009) e o 1º Prêmio Imagem do Ano na América Latina (2012/2014).
Maestría de Periodismo Documental en UNTREF (Universidad Nacional de Tres de Febrero - Buenos Aires. Es parte del plantel docente del Máster Internacional de Fotografía de la Escuela EFTI, Madrid. España. Estudio dirección en Cine en la Escuela de Bellas Artes en la ciudad de la Plata y cine documental en el Instituto de Arte cinematográfico de Avellaneda.
Através da Sub, seus ensaios foram publicados na mídia nacional e internacional (Le Monde, Le Figaro (França), Petra, Der Spiegel, Die Zeit (Alemanha), Gatopardo Magazine (México), Black Label (Peru) Jornal “El nuevo Día ”(Porto Rico), entre outros.Como co-curadora, fez parte das exposições "Modelo de família" para desarmar "(Com sub) e" Borracha de um corpo em intervenção "(Juntamente com Ana Casas Broda).
Atualmente, coordena a plataforma educacional e o programa de laboratório de pesquisa e produção fotográfica e faz parte da C.R.I.A (Associação Civil que cria redes independentes e artísticas), desenvolve um trabalho fotográfico sobre as imagens de bruxaria e escreve o roteiro audiovisual sobre identidade de gênero, como parte de sua tese em jornalismo documental.



Gilda, milagrosa
"..O sagrado é o que resta quando não resta mais nada"
Miriam Bianchi era uma jardineira experiente, tinha filhos e levava uma vida tranquila. Um dia, ela fez uma audição para um grupo de cumbia e venceu. A partir desse momento, ela deixou sua vida familiar e se tornou “Gilda”, a cantora que revolucionaria a música tropical e, em três anos, venderia mais de 5 milhões de discos na Argentina, Bolívia e Peru. Ela conquistou a cena com suas diferentes personagens e saias curtas, mas também sabia como se representar com seu capuz azul e coroa de flores, usando-a como donzela, inspirada no filme Coração Valente. Através de sua música, ela convidou o público a mergulhar em seus mundos mágicos, criando uma forte conexão com seus fãs. Mas sua carreira como cantora e compositora foi curta. Em 7 de setembro de 1996, ela sofreu um acidente a caminho de um recital e morreu ao lado de sua filha, sua mãe e três músicos. Desde essa tragédia, Gilda foi canonizada como a santa dessa dança popular, que resolve problemas com amor, dinheiro e saúde. Seus fãs dedicados criaram uma religião pagã baseada nesta santa, coexistindo harmoniosamente com o ritmo da música tropical e dos milagres. Seu santuário fica ao lado de uma estrada e é visitado durante todo o ano, como seu túmulo no cemitério Chacarita(Buenos Aires), que serve como refúgio para comer, dançar e amar sem questionar.
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